De tudo podemos extrair um aprendizado, principalmente no
que diz respeito à Gestão, e não
seria diferente com a crise na Segurança Pública que o Estado do Espírito Santo
enfrenta hodiernamente, quando familiares dos policiais, cansados de ver o
descaso com a categoria, resolveram ir para
frente dos batalhões e clamar atenção para os seus. Notoriamente podemos observar que este clamor não começou a
ecoar de imediato, mas há anos demonstram sinais que são ignorados. E o que
podemos aprender com este fato?
Cada vez mais empresas privadas vêm se beneficiando com os
resultados de uma ferramenta pouco utilizada nos setores públicos: A
comunicação, que pode aqui ser destacada como o diálogo com seus clientes
internos.
Ouvir aqueles que estão a frente dos processos, que executam
e que pensam no negócio é injetar “ vida” na vida dos que fazem o negócio
avançar. Os colaboradores são os que
conhecem de perto toda estrutura do projeto e seu funcionamento, os que podem
dar opiniões e já conhecem, muitas das vezes, as consequências de determinadas
ações. Mas não somente o diálogo consiste em abordar sobre melhorias para o
negócio, novos projetos e processos, o diálogo também deve existir para ouvir
os clamores e necessidades dos que executam e fazem a organização funcionar.
Quando uma instituição possui uma comunicação aberta com sua
equipe de trabalho, existe uma relação ecológica entre as partes, existe a
liberdade de sentar a mesa e apresentar os motivos dos clamores, de serem
ouvidos e mesmo que, talvez, todas as melhorias não sejam alcançadas de imediato, o
sentimento de terem sido ouvidos já surtirá efeitos positivos na relação de
trabalho e proporcionará um ambiente favorável e uma expectativa de melhorias,
mesmo que a longo prazo.
Quando não há liberdade no diálogo a comunicação é falha,
pois somente uma parte tem o direito da fala e a outra é
oprimida e deve se manter calada com suas insatisfações alimentando a angústia
e desejando medidas extremas, trabalhando insatisfeitos e entregando um
resultado aquém de esperado. Muitas das vezes estas medidas extremas chegam a se
concretizar e a confiança para o diálogo, ferida, custa se restabelecer e gerenciar tais conflitos se torna desgastante, compromete o resultado final e impacta todos os envolvidos.
O desejo por medidas extremas não começa de repente, apresenta sinais e a gestão deve estar atenta a eles e convidar os envolvidos para sentar a mesa antes mesmo deles se apresentarem por completo, antes de, de fato, virarem problemas.
O desejo por medidas extremas não começa de repente, apresenta sinais e a gestão deve estar atenta a eles e convidar os envolvidos para sentar a mesa antes mesmo deles se apresentarem por completo, antes de, de fato, virarem problemas.
Fica o aprendizado e desejo de que a comunicação seja uma
forte ferramenta de gestão, seja ela em instituições públicas ou privadas, mas
que o diálogo seja constante e o foco principal seja a qualidade na entrega de resultados,
com integridade e respeito com os clientes internos e externos.
Que o diálogo seja restabelecido na Segurança Pública do
Estado do Espírito Santo, bem como na gestão pública de todo o país!
